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FOLHETEEN – DIRETO AO PONTO

28 nov

FOLHETEEN - DIRETO AO PONTO

FOTOS MORRO DE FAVELA

29 out

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FOTOS COPACABANA

26 set

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FOTOS YESHUAH

27 ago

YESHUAH!

13 ago

O Cena CHQ Brasil traz para este mês YESHUAH – ASSIM EM CIMA ASSIM EMBAIXO, de Laudo Ferrerira. A direção de cena para a leitura é de Marcio Mattana, diretor, autor e professor da Faculdade de Artes do Paraná.

Sobre a obra:

Com roteiro e desenhos de Laudo Ferreira Júnior e arte-final de Omar Viñole, Yeshuah – assim em cima assim em baixo, tem 160 páginas e conta a história de Jesus dentro de uma visão pessoal do autor sobre as várias sequências da história. Baseado nos textos dos Evangelhos Canônicos de Matheus, Marcos, Lucas e João e, também em pesquisas de vários textos apócrifos e históricos, durante os nove anos de sua criação, Yeshuah (palavra hebraica que significa salvação), o autor dedicou-se, também a pesquisas em diversos segmentos religiosos, literários, cinematográficos e músicais.

Os nomes dos personagens, termos e localidades foram traduzidos para o hebraico, a cidade de Belém “Beth Lehem” Maria virou Miriam, José, Yosef, Joaquim (pai de João Batista), Yohahim, o que curiosamente, criou um certo distanciamento, como se tratasse de uma outra história, o que permite ao leitor aproveitar mais a obra dentro de uma outra ótica.

Jesus entra na parte final da história juntamente com seu irmão Yaakov (Tiago), ambos seguidores do batista Yohánan (João) que no meio do Jordão, entre tantos fiéis, conhecem Miriam (Maria), uma mulher independente, dona de seu nariz e desejosa de conhecer novas verdades espirituais que acreditava ter encontrado em Yohánan, até conhecer aquele misterioso e curioso homem – Yeshu.

A ideia não foi criar um roteiro completamente novo levando a história de Jesus para outro caminho que não o conhecido. O desafio foi justamente trabalhar em cima da versão canônica dando minhas intervenções, meu pensar quer textualmente ou visualmente sobre várias sequências da história. O meu Jesus a ser apresentado nessa história, teria que ser um homem normal, humano, completamente fora da aura católica, santa, que as grandes obras do renascimento estão impregnadas. – diz o autor Laudo Ferreira Junior.

A obra completa contará com aproximadamente 500 páginas, divididas em três volumes com histórias completas. Nesta primeira etapa do trabalho, muitas certezas haviam sido plantadas na minha cabeça para continuar a contar a história. A caminhada de Jesus e seu Deus interior sendo construído é a possibilidade que todos temos de gerar sempre o melhor dentro de todos nós – conclui o autor.

Laudo Ferreira estará presente após a leitura para um bate papo com o público.

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Serviço:

CENA HQ BRASIL APRESENTA

YESHUAH – ASSIM EM CIMA ASSIM EMBAIXO

De Laudo Ferreira

Leitura Cênica com direção de Marcio Mattana

Onde: CAIXA CULTURAL, Rua Conselheiro Laurindo 280. Informações:  (41) 2118-5111. Quando: 15 de agosto às 20:00

Ingresso: um livro de quadrinhos ou um livro não didático.

Realização da Vigor Mortis e Quadrinhofilia.

Patrocínio: CAIXA.

Fotos da Leitura de Cachalote

24 jul

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Cachalote! Nesta quarta

10 jul

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O Cena Hq desta semana traz a celebrada Graphic novel CACHALOTE

Cachalote (Quadrinhos na Cia., 280 páginas, 45 reais) é a estreia em HQs do escritor Daniel Galera, nome que vem se firmando na estante de frente da literatura nacional. E se beneficia do lastro literário do autor. Em parceria com o cartunista Rafael Coutinho, que se distancia da sombra do pai Laerte com um traço dotado de personalidade, Galera faz de Cachalote uma prosa em quadrinhos. Em suas páginas não numeradas, o livro conta seis histórias – uma delas apenas abre e fecha o livro – que não se cruzam, mas têm em comum presonagens densos em momentos de crise e lacunas capazes de sugerir sentidos ao leitor. A experiência já anima Galera a arriscar novo projeto na área. “Provavelmente com o Rafa”, diz ao blog VEJA Meus Livros em conversa que você confere abaixo. Vale lembrar: já lançada em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, Cachalote terá lançamento em Curitiba no próximo dia 14, a partir das 19h, no Itiban Comic Shop.

É possível traçar semelhanças entre a narrativa do romance e a da graphic novel?
O romance e a graphic novel representam coisas muitos parecidas nos domínios da prosa e dos quadrinhos, respectivamente – histórias de maior fôlego, com personagens e cenários bem variados, mutas vezes com vários protagonistas, permitindo uma construção lenta e elaborada da narrativa, e também abrindo espaço para experiências com a linguagem. A tradução literal de graphic novel é romance gráfico, então, a semelhança já nasceu com o próprio termo.

De que recursos vocês lançaram mão para construir personagens com densidade?
O enfoque é exatamente o mesmo: procurar imaginar personagens ambíguos, redondos, que enfrentam algum conflito interessante para o leitor, e que ganham vida aos poucos. Os personagens crescem melhor a partir do que eles próprios fazem e dizem, não do que o autor ou narrador diz sobre eles. Isso vale para qualquer gênero narrativo.

Acredito que, nesse momento, o ilustrador também entre em ação. O que cabe ao escritor e o que cabe ao ilustrador, na construção de um personagem?
Cada profissional e dupla deve ter seus próprios métodos de trabalhar em conjunto. No caso meu e do Rafa, a criação dos personagens e dos enredos foi totalmente colaborativa. A gente colocou as ideias de cada um na mesa de bar e fomos trabalhando em cima dessas faíscas iniciais em várias reuniões, desenvolvendo os personagens que os dois acreditavam ter mais potencial, descartando os que não pareciam tão promissores. A diferença é que, no caso de uma HQ, a concepção visual do personagem pesa bem mais, uma vez que ele estará visível graficamente ao leitor quase o tempo todo, enquanto na literatura essa aparência pode ser apenas insinuada ou até mesmo omitida, deixando muita coisa para a imaginação do leitor. Muita coisa de que o texto precisaria dar conta num romance já foi resolvida pela ilustração na HQ, e o elemento visual precisa ser explorado o tempo todo do ponto de vista do roteiro. Não há necessidade de criar texto para mostrar que um personagem é um ator decadente, por exemplo: uma ou duas ilustrações bem pensadas transmitem essa mensagem de forma contundente.

Como foi o processo criativo, neste caso, você escreveu o roteiro e depois os diálogos ou fez uso de uma story-line?
Depois de várias reuniões com muitas anotações e esboços, nas quais criamos os personagens e as histórias, eu escrevi uma primeira versão literária do roteiro, colocando as histórias em detalhes no papel. Depois fomos formatando isso num roteiro mais técnico, apropriado às HQs, com separação por páginas e quadrinhos etc., e com isso fomos também reinventando as histórias e acrescentando coisas. A partir do roteiro técnico, o Rafa desenhou storyboards de todo o livro, e nesssa etapa também modificamos muito o material, o que me forçou a mexer o tempo todo no roteiro. Por fim, com storyboards de todo o livro e um roteiro definitivo, as páginas foram sendo finalizadas pelo Rafa.

Você pretende fazer mais trabalhos em quadrinhos?
Adoraria. Provavelmente com o Rafa, de novo.

E um novo romance, há algum projeto em vista?
Sim, já estou trabalhando num novo romance desde outubro de 2009, mas ainda está numa fase muito inicial e não posso dizer muita coisa. Deve ficar pronto só em meados de 2011.

Diz-se que um bom escritor precisa ser um bom leitor. O mesmo é válido para um escritor de quadrinhos?
Certamente. Acho que vale pra qualquer tipo de criação artística.

Você sempre leu quadrinhos?
Li desde criança, e gostava muito de Chiclete com Banana e Piratas do Tietê, desde os 8 ou 9 anos, e depois Calvin e Haroldo, Groo, revista Mad. Não acompanhava muito as séries de heróis, mas comprava todas as graphic novels, como O Cavaleiro das Trevas e Elektra Assassina, do Frank Miller, ou Skreemer etc. Adorava também o Will Eisner e o Robert Crumb. A partir de meados da década de 1990, me liguei mais nas graphic novels europeias e americanas de recorte mais alternativo, caras como Charles Burns, David B., Daniel Clowes, Christophe Blain… alguns asiáticos, como Yoshihiro Tasumi… e por aí vai.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/livros-da-semana/daniel-galera-cachalote-e-a-prosa-em-quadrinhos/

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Dando continuidade ao projeto Cena HQ Brasil, o Teatro da caixa apresenta neste dia 11 de Julho a leitura de CACHALOTE, uma das mais celebradas graphic novels brasileiras dos últimos tempos, de autoria de Rafael Coutinho e Daniel Galera.

O projeto foi concebido no final de 2009, quando a Cia Vigor Mortis, sob a direção de Paulo Biscaia Filho, foi convidada a apresentar no Espaço Cênico uma leitura dramática com obra literária de um autor curitibano. A primeira ideia que lhe veio a mente foi buscar um autor que dialogasse com a linguagem da Vigor Mortis. O diretor resolveu então encenar uma leitura de Folheteen do quadrinhista José Aguiar, com quem depois escreveu Vigor Mortis Comics. O formato de ler em cena uma obra em quadrinhos foi tão interessante que Biscaia e Aguiar resolveram ampliar isso para um projeto de diversas leituras.

Com patrocínio da Caixa, o projeto Cena HQ Brasil traz leituras mensais ao Teatro da Caixa de 9 Graphic novels dos mais instigantes autores nacionais. Com curadoria de autores de José Aguiar e curadoria de encenadores de Paulo Biscaia Filho, o programa faz com que esses inusitados encontros  entre quadrinhos e cena deflagrem discussões sobre a produção de quadrinhos no Brasil. Cada leitura é seguida de um debate entre o encenador e o autor da obra. Em março o projeto teve sua abertura com VIGOR MORTIS COMICS, dirigida por Dimis Sores da Cia Bife Seco. Em abril, foi a vez da super premiada ACHADOS E PERDIDOS, dos mineiros Luis Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno, com direção de Nina Rosa. Em maio, YURI – QUARTA FEIRA DE CINZAS, de Daniel Og recebeu leitura com a encenação de Paulo Biscaia Filho. No mês massajo foi a vez de receber a presença de Lourenço Mutarelli apresentando seu detetive Diomedes.

Agora é a vez de CACHALOTE, de Daniel Galera e Rafael Coutinho. A direção de cena para a leitura é de Luciana Barone. Em cena estão Paulo Vinicius, Luiz Bertazzo e Airen Wormhoudt.

Sobre a obra:

(a partir de http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cachalote-graphic-novel-costura-varias-tramas,571055,0.htm)

São seis histórias, independentes mas aparentemente unidas pelo misterioso navegar de um cachalote, a maior das baleias com dentes. De um lado, um decadente ator chinês suspeito de participar da morte do astro do filme, enquanto um garoto mimado é enviado a Paris para se tornar responsável; de outro, um escultor famoso e controverso, que aceita participar de um filme baseado em sua vida por pura vaidade, enquanto um jovem vendedor de ferragens, adepto da dominação sexual com cordas, se apaixona por uma garota que gosta da mesma perversão; e, por fim, um escritor deprimido que se encontra com a ex-mulher a fim de manter esse vínculo afetivo, enquanto uma velha mulher, grávida e solitária, vaga por sua mansão onde tem encontros oníricos com uma baleia na piscina.

Cachalote é o resultado da costura dessas tramas, graphic novel nacional de Daniel Galera (texto) e Rafael Coutinho (desenhos) publicado pela Companhia das Letras. Fruto de um trabalho de dois anos, a obra traz um rebuscamento visual em preto e branco, além de um roteiro milimetricamente concebido, de forma a não permitir nenhum cruzamento das histórias mas, ao mesmo tempo, fazer acreditar que todas se apoiam sob o mesmo fio invisível.

“Procurei trabalhar o subtexto das tramas de Cachalote como se fossem contos, insinuando os principais conflitos e emoções dos personagens por trás do que está explícito e dando chaves para que o leitor possa acessar essas camadas mais profundas”, conta Daniel Galera. “Muitos aspectos narrativos do livro são análogos ao que busco alcançar quando escrevo prosa.” Apontado como um dos grandes nomes da nova geração de escritores nacionais.

Rafael Coutinho – filho do cartunista Laerte – conheceu Galera em 2007 e, desde então, decidiram trabalhar juntos, fechando uma parceria mesmo sem ter a trama rascunhada.

O primeiro passo foi uma série de textos de Daniel Galera, que inspiraram um roteiro mais técnico, com indicações de distribuição de diálogos pelos quadrinhos. “Ainda que Cachalote seja resultado de uma mistura de ideias e argumentos originais, meus e do Rafa, creio que nas etapas iniciais a minha voz literária se impôs no desenvolvimento das histórias”, conta o escritor.

A leitura de CACHALOTE traz ainda o músico Felipe Ayres para fazer a sonoplastia ao vivo. O roteirista e autor

Daniel Galera estará presente para um bate papo logo após a apresentação da leitura.

Nos próximos meses, o projeto trará outros artistas consagrados como André Diniz, Sandro Lobo entre outros. As direções estarão sob a batuta de grandes nomes do teatro curitibano como Edson Bueno, Sueli Araújo, Marcio Mattana.

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Serviço:

CENA HQ BRASIL APRESENTA

CACHALOTE

De Rafael Coutinho e Daniel Galera

Leitura Cênica com direção de Luciana Barone

Elenco: Luiz Bertazzo, Paulo Vinicius e Airen Wormhoudt.

Participação do músico Felipe Ayres

Onde: CAIXA CULTURAL, Rua Conselheiro Laurindo 280. Informações:  (41) 2118-5111. Ingresso: um livro de quadrinhos ou um livro não didático.

Cena HQ Brasil.

Realização da Vigor Mortis e Quadrinhofilia.

Patrocínio: CAIXA.

11 de Julho

 

Facebook: https://www.facebook.com/cenahqbrasil